Mapas temáticos

O que são? Os mapas temáticos representam sobre um fundo mais o menos simplificado, fenómenos localizáveis de outra natureza, qualitativos ou quantitativos. Os mapas temáticos mais frequentes são os que têm por base dados estatísticos, normalmente referidos a unidades administrativas.

Como se constroem?  A unidade de medida da informação determina qual o tipo de mapa adequado: valores relativos, normalmente agrupados em classes, para mapas de manchas e valores absolutos para mapas de pontos. Para uma eficaz interpretação da distribuição geográfica dos dados, é importante reconhecer o espaço representado, o que significa que, nestes mapas, além da informação temática propriamente dita, pode ser relevante incluir desde logo a linha de costa e a fronteira terrestre, bem como os limites administrativos mais relevantes. Dada a complexidade da simbolização temática deve equacionar-se a inclusão de outros aspetos que melhorem a referenciação espacial do tema, como por exemplo rios, lagos, localidades mais importantes ou estradas principais.

Que vantagens face aos gráficos? Permitir mostrar distribuições espaciais, isto é, os dados no espaço. O espaço geográfico e os dados que o caracterizam passam assim a constituir uma só imagem que o utilizador visualmente percebe e mentalmente interpreta. A opção pela apresentação dos valores referentes às unidades administrativas portuguesas numa tabela ou num gráfico é normalmente rejeitada porque essa associação é dificilmente realizável. Isso deve-se à incapacidade de se relacionar os dados, estabelecendo ordens, mas sobretudo de os associar no espaço, construindo mentalmente regiões. Os mesmos dados apresentados num mapa com os 308 municípios portugueses ou as mais de 3000 freguesias são melhor interpretados. Permitem identificar tendências e padrões espaciais ou até determinar a possível existência de associações entre diferentes variáveis representadas.

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